Naturalmente, eu

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{Trilha Sonora}

{Essa música foi um mantra enquanto escrevia o livro}

“Vai sem direção. Vai ser livre. A tristeza não, não resiste. Solte os seus cabelos ao vento, não olhe pra trás. Ouça o barulhinho que o tempo, no seu peito faz. Faça sua dor dançar. Atenção para escutar esse movimento que traz paz. Cada folha que cair, cada nuvem que passar, ouve a terra respirar pelas portas e janelas das casas. Atenção para escutar o que você quer saber de verdade…”

 Já rascunhei livros. Tentei escrever histórias que ouvi. Apertei minha imaginação para criar personagens. Fui muito auto-crítica. Durona. Brava e rebelde comigo mesma. Ao mesmo tempo, enquanto jornalista de moda, escrevia sobre coisas que aceleravam a minha mente e não ressoavam no meu coração. Não me identificava “com a cartela de cores do próximo Verão”.

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Meu hobbie sempre foi “me tratar”. Terapias, massagens (shiatsu é minha favorita), cursos para estimular a criatividade, livros de autoconhecimento e auto-ajuda, grupos de yoga, de meditação, até “benção” da lua cheia por skype já participei. Isso sou eu “fora do horário comercial” e longe da vida social. Já ouvi em um rompimento de namoro: “sabia que um dia sua espiritualidade ia nos separar”. Oi? Não sou religiosa. Mas acredito em energia. Gosto de me sentir parte integrante de um cosmos e explorar o universo ao meu redor. Pena que ele preferia ficar no sofá vendo TV ao invés de sair para ver a lua cheia comigo.

Sou supersticiosa, sempre fui. E se tem uma coisa que eu aprendi é que um pensamento meu é muito mais poderoso do que uma vela acesa. Agora, por que não juntar uma vela com um pensamento? Velas e incensos sempre me seduziram. Quando eu tinha 19 anos fiz minha primeira aula de meditação. O exercício era se concentrar na chama da vela e na minha respiração. Adorei! Saía da aula zen (ou chapada para alguns…).

Quando eu falo, muitas vezes gaguejo. Falo alto sem perceber. Minhas mãos se mexem sozinhas. A ordem dos meus pensamentos não é linear. E qualquer coisa no ambiente pode alterar minha fala porque me distraio fácil. Portanto, escrever é o melhor meio que encontrei para expor minhas ideias e sentimentos. Praticamente uma necessidade. É onde vejo que meus pensamentos, confusos para alguns, na verdade tem uma lógica e algo incrível por trás.

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Como a vida tem uma sabedoria magnífica, só enxerguei este “combo helenístico” em um momento recém-desempregada e “com muito tempo livre”. Me proibi de ficar chateada e comecei diariamente a fazer coisas simples que me fazem bem. Em um dia desses, veio a necessidade de escrever “O Mundo é das Bem-Amadas”. Foi uma ficha que caiu. Foi como se eu ligasse todos os pontos que até então pareciam desconectados. A cada noite quando eu relia o que tinha escrito no dia anterior, eu chorava. Me emocionava com minhas próprias descrições.

Agora, com o livro pronto e lançamento marcado, uma nova sensação invade meu ser. Faz quase 1 ano que estou “quietinha”. Como mudei muitas coisas na minha vida, entre elas, veio a necessidade de ficar sozinha assim como a necessidade de viajar para perto da natureza. Escrever, diariamente, virou um ritual porque é uma necessidade, é um amor e um transbordamento de feelings. Dividir as páginas do livro com outras pessoas, para mim, é realmente dividir uma parte do meu ser. A única coisa que espero com o meu livro é inspirar mais pessoas a encontrarem a sua real natureza e amor por sua própria vida. Sem mimimis. Sem nhem nhem nhems. Sem medos. Sem neuras.

Que a ideia de fluir com a vida, invada e inspire todos meus leitores.

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