Coração Zen

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Estava eu preenchendo uma ficha para um curso e havia a simples pergunta:

Tem ou teve problemas cardíacos?

E as minhas respostas, mentalmente, foram inúmeras. É lógico que respondi a mais chata e sem graça de todas: “Não”. Mas no fundo, a minha vontade era dizer:

Taquicardia. Este sempre foi meu grande problema do coração. Ou então, o meu termômetro de emoções. Quando eu era criança, na escola, cada vez que a professora falava meu nome, eu tremia e meu coração disparava. Assim como nas férias, no dia de viajar para o exterior, minutos antes de sair de casa (checando se tudo estava em mãos) meu coração disparava também, do tipo #partiuparaafelicidade.

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Até hoje, esperar pessoas no aeroporto ou sair do desembarque (muitas vezes na esperança de alguém estar me esperando) também faz meu coração sair em disparada.

Estou falando de coração pulsante e não frio na barriga. São duas coisas diferentes.

Quando estou em uma conversa que me anima, me alegra, meu coração dá uma aceleradinha. E acho que vou enfartar quando preciso falar para um grupo de pessoas desconhecidas.

Há mais ou menos quatro meses faço semanalmente uma meditação que é prestar atenção aos meus batimentos cardíacos. O mais louco é quando começo a senti-lo na garganta, no pulso, na cabeça, em outro órgão… é literalmente uma viagem interna!

Não é por menos que vejo as minhas amigas grávidas emocionadas no ultrassom ouvindo o coração de seus bebês. Eu curto também ouvir o coração das pessoas. Outro dia li uma coisa que eu nunca tinha pensado a respeito: todos seus órgãos podem parar, inclusive o cérebro, mas enquanto seu coração pulsar, você se manterá vivo. Assim como, de nada adianta o corpo inteiro estar funcionando e o coração parar. Morte súbita.

Feeling is healing. Denying is dying.- O Sentimento é a cura, negá-lo é morrer. Clique aqui para assistir o vídeo (de 6 min em inglês) de Louix Dor Dempriey onde ele explica a importância de fazermos as pazes com as nossas emoções.

Feeling is healing. Denying is dying.- O Sentimento é a cura, negá-lo é morrer. Clique aqui para assistir o vídeo (de 6 min em inglês) de Louix Dor Dempriey onde ele explica a importância de fazermos as pazes com as nossas sensações e emoções.

Desde que a yoga e meditação se tornaram constantes, meu coração tem sofrido menos de nervosos (acelerado + adrenalina – vide o episódio do motoboy que contei neste post, nem um fio de cabelo meu se arrepiou). Acho que está virando um coração zen: não se fecha, não tem medo, está aberto… e só pulsa mais forte para transbordar de alegria, como quando estou em um balanço, quando abraço uma pessoa que estava com saudades ou quando dou risada de doer a barriga.

Se eu morrer de enfarto, por favor, escrever em minha lápide este trecho de “Saúde” da Rita Lee:

“Se por acaso morrer do coração é sinal que amei demais ”

Termino o post, com o trecho seguinte da música:

“Mas enquanto estou viva, cheia de graça, talvez ainda faça um monte de gente feliz… uhhhhhh”.

 

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One thought on “Coração Zen

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