Fazê? Sou assim…

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Diferente da maioria das pessoas que são silenciosas e tem medo de expor sua vida privada, eu sempre fui de falar tudo para todo mundo. Me lembro quando tinha uns 7 anos e sempre frequentava a cozinha de um restaurante que costumava ir com meus pais. Em uma das vezes, o chef veio puxar papo:

– Nossa Heleninha! Seus pais são estrangeiros, né? e eu na minha inocência de falar tudo (sem maldade ou medo de julgamentos) respondi:

– Meu pai sim, mas minha mãe não. Ela é loira tingida!

Voltei à mesa (e mais uma vez, ingenuamente) contei para os meus pais o ocorrido e minha mãe até hoje me xinga por ter contado seu maior segredo de estado (provavelmente me xingue por repetir esta história neste post também rssss). Ela comprava a tintura de cabelo na Europa, era um loiro lindo e  especial que ninguém no Brasil usava.

Mafalda

Eu não sei o que acontece com o meu sistema “cérebro e boca”! Ela fala mais rápido do que eu penso. Acho que por isso gosto de escrever, porque “falo sem pensar” mas pelo menos tenho a oportunidade de editar, o que não ocorre de fato com a minha fala.

Com o tempo, e sempre rodeadas de amigos, muitos se foram, mas tantos outros ficaram e notei que só consigo ter por perto quem se abre também sem medo de ser julgado, punido ou condenado.  Sempre tive problemas com superiores por falar demais (desembestadamente) e o pior é que quando eu não falava, ficava doente (passei a infância e adolescência tomando antibióticos – Cataflan, para ser específica – de tanta dor de garganta que tinha).

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Ontem, conversando com um amigo e contando sobre o livro (meu orgulho de me “terapeutizar emocionalmente” harmonizando corpo – mente – e alma) ele me contou que sempre tinha crises agudas de sinusite e que só a pouco tempo descobriu que suas crises surgiam quando ele estava em situações incômodas e de raiva. Em sua última crise aguda, ele pediu demissão do trabalho porque já estava de saco cheio.  Recebia um salário bom que pagava suas contas mas não tinha mais ânimo pela vida e nem gostava das pessoas com quem precisava conviver.

Largou o trabalho, voltou para a casa dos pais (hiper corajoso) e decidiu fazer um mestrado na área que ama para dar aula quando terminar. Ou seja, ele encontrou um sentido novo para sua vida!

Me identifiquei com essa história por também ter encontrado um novo sentido para a minha vida: escrever! Já que falo muito e rápido, escrever pelo menos produzo além das minhas falas avoadas (e muitas vezes desnecessárias). Com o plano mais econômico de celular (minha amigas falam que só comigo conversavam por telefone), não ligo mais para elas, mas não largo mão da internet para escrever por aí o que se passa por essa caixola helenística!

Fall in love

Devo confessar que de extrovertida a minha vida inteira, me tornei mais introvertida nos últimos tempos, mas ao mesmo tempo estou adorando as novas formas que encontrei para extravasar minha necessidade de comunicação. Livro, blog,  grupos de assuntos específicos no Facebook, expressão fotográfica no Instagram, painéis de sonhos no Pinterest…

Para os com menos de 30, deixo aqui uma frase que uma amiga, 12 anos mais velha do que eu, me disse quando eu tinha uns 25:

– Você está em crise porque está nos 20 e poucos. Mas vai ver, depois dos 30, todas as dúvidas começam a  diluir e suas ideias ficam mais claras e firmes.  Sua vida ganha sentido e você se encontra. Não se preocupe!

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