A conexão do silêncio

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Tantas vezes nos sentimos perdidos. Pessoas, situações que não preenchem e somente o nosso silêncio parece satisfazer-nos, enriquecer-nos, agradar-nos.

Quantas vezes relutei contra o silêncio… o silêncio me dava sono, o achava boring, e agora, é meu melhor amigo. É nele que vejo o que é importante de verdade. É nele que sinto o colo quentinho que me acolhe, é nele que ouço o que devo fazer a cada dia para ser mais realizada.
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Antes eu achava que eu tinha nascido para dar errado. Que tudo acontecia comigo porque fui a escolhida para dar errado. E de repente, como o passar dos tempos, leituras, práticas e consciência, eu fui me dando conta que tudo de errado era um convite para parar. Parar e silenciar. Parar de fazer coisas que só aumentavam a minha ilusão de fazer parte. Sim, acredito que todos somos um. Mas se tornar um, inteiro (não metade ou um terço) é o grande desafio. Ser um é se retirar de todos os contextos, encontrar o único que faz sentido para a sua existência e voltar, sabendo que pode circular em todos e que pertence apenas a si mesmo.
No silêncio também descobri os porquês de dores físicas, no silêncio recebo o convite para chorar, é no silêncio também que sinto e ouço o pulsar do meu coração. Penso, mão direita, aí consigo sentir e ouvir meu coração pulsando na minha mão. Penso pescoço, ouço e sinto o pulsar no pescoço. Esta profunda conexão com o próprio ser só é possível no silêncio. Esta conexão nos traz poder, não o poder para você ficar amigo de Donald Trump, o poder do respeito por si, o poder pessoal de se enxergar como parte de um todo e uma partícula de vida que faz parte e contribui para um todo muito maior.

 
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