Abracadabra, Paulo Coelho!

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{Trilha Sonora}

Os livros do Paulo Coelho sempre chegam a mim numa sucessão de sincronicidades. Com “A Espiã”, seu livro recém-lançado não foi diferente. Há pouco tempo li um artigo que citava Mata Hari, gostei muito do comentário e fui atrás para saber mais sobre esta atrevida holandesa. Descobri que fora uma dançarina exótica que ficava nua nos palcos atiçando assim a aristocracia francesa nas primeiras décadas do século XX.

No meio da minha pesquisa, eureka! O novo livro de Paulo Coelho, chamado “A Espiã”, tratava exatamente sobre a criatura a qual eu estava intrigada por “conhecer melhor”. Na hora, fui atrás do livro e descobri que seria lançado primeiramente no Brasil em setembro, e no resto do mundo em outubro. Pensei em encomendar na pré-venda de um site, mas aí me lembrei: os livros dele sempre “aparecem nas minhas mãos”. Esperarei pelo dia que nos cruzemos casualmente pelas ruas.

Em questão de duas semanas, em setembro, meu pai veio do Brasil para Lisboa e me trouxe o dito cujo. Viu na prateleira de lançamentos de uma livraria e resolveu comprar de presente para mim, já que sabe do meu amor pelo autor. Mas o melhor desta história foi que a minha mais nova personalidade em estudo me levou novamente`as palavras de Paulo Coelho.

Quero confessar aqui como funcionam minhas leituras (ainda mais de livros e autores que aprecio muito): ao começar a ler um livro, sinto um prazer tão grande que preciso de autocontrole para não devorá-lo em horas. Então vou lendo em doses homeopáticas. Neste procedimento aprendi que acabo me deparando com situações do livro na minha própria vida. Sejam diálogos, cenários semelhantes; sejam sentimentos dos personagens. Com os livros do Paulo, estas sincronicidades parecem ficar ainda mais claras para mim.

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Portanto, ao fazer esta lenta e mágica leitura é como se eu fosse guardando dentro de mim os tesouros que eu tiro dos livros. Outra coisa que também faço é sublinhar, escrever comentários no próprio livro e, as frases que mais me impactam, reescrevo com toda calma e atenção em meu diário. É a minha digestão de uma refeição divina.

Por fim, uma coisa que adoro fazer, principalmente em livrarias quando estou em dúvida se compro ou não um livro é abri-lo ao acaso. Costumeiramente passo os olhos nos meus livros em casa, escolho um sem pensar e abro-o ao acaso. Escolho uma frase com meu dedo indicador e os olhos fechados. Leio e releio a frase e busco refletir sobre sua mensagem para mim. Nesta levada, por não ter terminado “A Espiã”, escolherei “ao acaso” uma frase de uma página para terminar este texto:

– Quando eu era mais jovem, meus pais me obrigaram a aprender piano. Eu sempre detestei aquilo e, assim que pude sair de casa, esqueci tudo, exceto uma coisa: a mais bela melodia do mundo se transforma em uma monstruosidade se as cordas estiverem desafinadas.

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